sábado, 8 de setembro de 2012
Lygia Clark - Primavera das Artes em sp
"Caminhando, acaba a autoria da obra de arte" Lygia Clark
O início de setembro em sp tem uma secura absurda, que maltrata meus pulmões, mas como tudo na vida tem múltiplas facetas, nessa mesma época, em função Bienal, a cidade está com uma concentração delirante de exposições de arte.
Em período de muito trabalho e pouco tempo livre para aproveitar as coisas boas da cidade, nesse feriado tive que fazer escolhas , opções: filas impressionantes e impressionistas no Centro Cultural BB; as cores berrantes do barroco de Caravaggio no Masp, a pegada street art do grupo SHN, na Choque Cultural, a própria Bienal com Arthur Bispo do Rosário no Ibirapuera, Adriana Varejão minha musa absoluta no MAM e Lygia Clark no Itaú Cultural.
Como tenho a teoria que quem gosta de fila é masoquista, fugi do Centro Cultural BB e do Masp, optei por ir no Itaú Cultural, me dei bem!! Adorei a exposição "Lygia Clark - Uma retrospectiva", super bem montada, com muitas atividades interativas, que para quem vai com criança é fantástico, pq essa pegada lúdica da interatividade desperta a curiosidade da criança para a obra e o artista.
Na minha pobre história da arte brasileira, Lygia Clark sempre esteve relacionada com os movimentos concretos e neoconcretos, parcerias com Hélio Oiticica. A exposição revela outras facetas, extrapolando rótulos e escolas, radicalizando conceitos em suas experiências sensorias. Imperdível calçar sapatos magnéticos e caminhar nos "Campo de Minas" instalação para descarregar a bateria do seu celular e abrir sensações inéditas em um simples andar.
Ver e interagir com a exposição de Lygia Clark faz bem para a alma, para os sentidos, olhar para como as crianças apropriam-se das obras é um estado de auto conhecimento revelador.
Depois de sair de Itaú Cultural caminhar pelo jardim da Casa das Rosas e tomar um sorvete numa tradicional sorveteria da Rua Rafael de Barros completa uma bela tarde de sol de sábado.
Visite:
www.lygiaclark.org.br
PS1: Ter ao mesmo tempo Lygia Clark, Arthur Bispo Rosário, Adriana Varejão e Caravaggio pode revelar muito da loucura das pessoas e da cidade. Em sp ninguém é normal.
PS2: Domingão promete: jogo do Juventus pela manhã e Adriana Varejão como atração vespertina.
domingo, 26 de agosto de 2012
Nosocômio alhures exarou!!
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria,
E eu não tenho pátria,
tenho mátria
E quero frátria
E quero frátria
Irrita-me um pouco a falta de diversidade no vocabulário que as pessoas têm para manifestar suas idéias. A palavra zoar é um exemplo disso, hoje ele é usada com diversos sentidos sempre com o intuito de abreviar uma idéia.
No outro lado dessa história tem uma linguagem bacharelesca que alguns guetos técnicos usam que também arrepia a alma, tenho urticária quando alguém diz algo tipo " na literatura médica pesquisada registrei casos..." literatura como sinônimo de produção científica é de matar...
Essa postagem não tem o sentido de ser algo rabugento, mas comentar sobre uma nova palavra que descobri nessa semana. Estava nas minhas atividades rotineiras de ler relatórios técnicos quando deparei-me com o "nosocômio" no meio do texto.Fui até o Houaiss é descobri o sentido e passei a brincar com ele.
Uma parceira para essas brincadeiras é a Beatriz, ela se diverte com os sentidos diferentes que o mundo lusitano e brasileiro tem com as palavras. Ela dá grande gargalhadas com essas situações, lembro dela numa sorveteria tentando entender o que seria um Gelado Pastilha Elástica.
Propus que ela desse o significado para três palavras, nosocômio, alhures e exarar e olha o que veio:
Nosocômio: Um centro comercial de nozes;
Alhures: O marido da Alheira ( um embutido típico lusitano de origem judaica feito de pão e alho ) e
Exarar: Soltar pum!
Lógico que nenhum dos sentidos por ela proposto tem qualquer proximidade com os sentidos reais dessas palavras, porém, renderam ótimas gargalhadas numa manhã de sábado.
Para facilitar uma preguicinha básica de tentar entender o texto pelo contexto, abaixo os sentidos de algumas palavras desse texto:
Alhures = Em outro lugar
Exarar = Registrar por escrito
Frátria = Reunião de cidadãos para fazer sacrifícios aos Deuses
Gelado de Pastilha Elástica = Sorvete de Chiclete
Nosocômio = Hospital
Agora o pentelho do zoar tem todos esses sentidos abaixo:
1 fazer grande ruído; emitir ou produzir som forte e confuso
Ex.: <aquelas crianças não paravam de z.> <as máquinas zoavam incansáveis>
intransitivo
2 produzir ruído ao voar (inseto, p.ex., abelha, besouro, mosca etc.); zumbir
intransitivo
3 produzir ruído semelhante ao dos insetos; zumbir, sibilar
transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo
4 Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
fazer troça de; rir de alguém ou fazer-lhe uma brincadeira, por divertimento; caçoar, gozar
Ex.: <zoava a pobre irmã na presença de todos> <não me leves a mal, estava apenas zoando contigo> <você não está falando sério, está zoando, não é?>
intransitivo
5 Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
ocupar-se de maneira prazerosa; ir a algum lugar onde há divertimento; divertir-se
Ex.: em vez de estudar, saiu para z.
intransitivo
6 Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
promover confusão, desordem
Ex.: aqueles baderneiros foram à discoteca para z.
Etimologia
orig.onom., talvez alt. de soar
Sinônimos
ver sinonímia de retumbar
domingo, 12 de agosto de 2012
Ano Ora Pois
No dia 7 de setembro começará o ano Brasil Portugal com duração até 10 de junho de 2013, o evento vai divulgar a cultura portuguesa contemporânea no Brasil e a brasileira em Portugal. Os eventos começam no Brasil com shows da cantora de fados Mariza e em Portugal apresentações de Ney Matogrosso, Monobloco e Martinho da Vila.
Apesar de toda a história em comum é chocante o desconhecimento no Brasil da produção cultural contemporânea portuguesa. O senso comum brasileiro acha que cultura portuguesa resume-se a Camões, Fernando Pessoa e José Saramago na literatura e Amália Rodrigues e Roberto Leal na música. Uma redução terrível de possibilidades de identidades culturais.
Pensando nisso fiz uma breve coletânea de algumas interações musicais entre Brasil e Portugal:
Maria de Medeiros é atriz, cantora e diretora de cinema, tem participações em filmes como: Pulp Fiction, Henry & June e Capitães de Abril, filme que também dirigiu.
Pedro Abrunhosa é um músico de formação erudita que enveredou-se pelo pop, tem participações em filmes de Manoel de Oliveira e muita interação com a música brasileira. Torcedor do Boavista, tipo um Juventus da cidade do Porto.
"Tanto Mar" de Chico Buarque é um clássico dessa interação, feita em homenagem a Revolução dos Cravos, que derrubou o longa período de ditadura iniciado com Salazar, a música foi censurada pela ditadura brasileira. Quando liberada Chico fez pequenas alterações na letra, com o desencanto dos caminhos trilhados no pós Revolução dos Cravos.
A letra de 1975:
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
A letra de 1978, versão que virou definitiva:
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim
O ano Portugal no Brasil pode ser um momento para descobrir o que está perto, porém, sem estar revelado.
A imagem de abertura é Miss Jasmine, obra da artista contemporânea portuguesa Joana Vasconcelos.
sábado, 28 de julho de 2012
Cannoli na Javari - Forza Seo Antônio
Eu adoro futebol, a emoção de uma partida, o imponderável do jogo, o antes, o durante e pós jogo, tudo isso me deixa fascinado. Comecei acompanhar futebol na década de 70, pós México, durante mais de 20 anos fui aguardando o tão sonhado tetracampeonato mundial da seleção brasileira.
Lembro nos anos 80 as músicas comentarem essa ansiedade, o clássico Itamar Assumpção com a sua Luzia
" Você nem vai ter o prêmio de consolação
Quando eu pintar, trazer a taça de tetracampeão
E uma foto no jornal
Chega pra lá Luzia, ainda vou desfilar
Tetracampeão Luzia, porta estandarte"
O trauma da derrota para Itália, na Copa de 82, inspirou um hino da década perdida, a música Inútil do Ultrage a Rigor:
A gente não sabemos
Escolher presidente
(...)
A gente faz música
E não consegue cantar
A gente escreve livro
E não consegue publicar
A gente escreve peça
E não consegue encenar
A gente joga bola
E não consegue ganhar.
Quando ganhamos em 94 a Copa dos EUA foi sem emoção, com assepsia, razão e negócio acima de tudo. O futebol tinha mudado. A famosa profissionalização é um tiro certeiro na emoção, no prazer.
Descobri uma forma de manter viva a emoção do futebol: ir assistir jogos do Juventus na rua Javari, qualquer que seja a divisão que o Moleque Travesso esteja, qualquer que seja o adversário.
A Javari é um templo romântico do esporte, onde moleques em busca da fama e grana misturam-se com veteranos vivendo o ostracismo no campo. Nas arquibancadas aposentados misturam-se com a juventude mooquense, criando uma energia vibrante. Personagens insólitos não faltam, daqueles que acompanham o jogo no alambrado fazendo marcação homem a homem no bandeirinha; o grito de guerra da torcida toda vez que o goleiro do time adversário vai bater o tiro de meta, que ao tocar o pé na bola ouve um sonoro "fdp", etc.
Uma marca do futebol da Javari é ter uma iguaria siciliana: o cannoli. Um doce feito com uma massa doce frita em formato de um pequeno tubo recheado com creme a base de baunilha. O chef Sérgio Xavier contou que a origem provável do cannoli seria a utilização do resto de massa, recheada com o resto do queijo ( ricota ), a utilização dessas "sobras" teria dado origem ao cannoli.
A Javari tem filas imensas no intervalo e no final do jogo para comprar o Cannoli, quem comercializa esse doce siciliano e o Seo Antônio, um desses personagens de filme de Fellini que passeiam por esse bairro paulistano.
Hoje fui na Javari, assistir Palmeiras B e Juventus, Seo Antônio não estava lá, sofreu um infarte e está internado no Hospital, seus filhos e sua esposa estavam lá, a fila imensa na hora do intervalo, comprova um comentário comum da Javari: o locutor anuncia o público pagante, hoje mais de 1.500 pessoas e depois a quantidade canollis vendidos algo em torno de 6 mil unidades. Seo Antônio faz falta, os meninos vacilaram no final e o Palmeiras ganhou de 3 x 2. Volta Seo Antônio!!!
sábado, 21 de julho de 2012
A vida não está sopa
Entre as diversas características de SP que me deixam fascinado,uma se destaca:certos lugares insólitos que misturando gastronomia, boêmia e cultura entram para o universo mítico da cidade.Alguns exemplos: o bauru do Ponto Chic do Paiçandú, o sanduíche de pernil do Estadão, o churro da Mooca, o cannoli da Javari, a fugazza do Amigo Gianotti, etc.
A Sopa de cebola do Ceagesp também faz parte dessa categoria.A história da sopa de cebola remonta ao final dos anos 60 quando ela era servida no inverno, no antigo restaurante do Ceasa para os comerciantes e compradores que madrugavam na Vila Leopoldina. O sucesso superou esse público e espalhou-se pela cidade, tornado a sopa de cebola do ceasa um programa obrigatório para os amantes da noite paulistana.
Programa para ser feito com calma, tranquilidade, esperando sua mesa na fila e apreciando com vagar as iguárias, tudo bem no estilo slow food.
Nas madrugadas frias de SP também existe uma outra sopa tradicional: é a sopa da solidariedade. Não tem o requinte dos caldos e cremes dos restaurantes paulistanos, não possui o glamour underground da sopa do Ceagesp, mas alimenta e esquenta corações e estomagos da população de rua da cidade. Preparada e servida por ONGs, religiosos e outros grupos solidários que tentam minimizar o sofrimento de um dos grupos sociais mais excluídos da cidade.
Só a mentalidade insana e tacanha de alguém que " quer por fim na alegria da cidade" podia pensar nisso, foi ele: "Foi Cá, Sabe" -
Já vai tarde!!!!!
Vídeo caseiro muito estiloso que rola no youtube.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Noborigama
Noborigama
Noborigama é uma técnica de produção de cerâmica, feita através de forno a lenha com câmaras interligadas que conseguem atingir temperaturas superiores a 1.300 graus centígrados. Noborigama é uma técnica milenar oriental, noborigama quer dizer "o forno que sobe" ( nobori = rampa e gama = forno ).
A singularidade do noborigama é que, no processo da queima, a peça torna-se única e original, pois
o fogo interage diretamente com o barro. As cinzas criam uma película
brilhante na parte externa da cerâmica, que no processo com o forno
elétrico não existe, devido à uniformidade do calor.
Nos anos 70, um arquiteto português estudando cerâmica no Japão, para fugir da ditadura de Salazar, conhece um casal de ceramistas japoneses e com eles realizam aqui no Brasil a montagem de um ateliê de cerâmica noborigama. O acaso coloca o Brasil na rota de artistas que com o fogo, o barro e as cores buscam sua liberdade.
Em 1975 um pequeno grupo de ceramistas conseguem em comodato a área do desativado Matadouro de Cunha, cidade localizada na divisa de SP com RJ, que tinha as características de clima e solo adequadas para a cerâmica. O barro de Cunha é rico em óxido de ferro e caulim que possibilitam uma boa resistência as altas temperaturas, coloração e absorção do esmalte.
A partir do Ateliê do Matadouro construíram um polo de cerâmica de alta temperatura e de turismo na cidade de Cunha. Artistas como os pioneiros Alberto Cidraes e Mieko, Suenaga & Jardineiro e uma segunda geração como Augusto Campos e Leí Galvão tem seus ateliês abertos para que o visitante possa admirar o resultado do fogo e do barro transformado em arte.
Passar pelas montanhas de Cunha, visitando os ateliês de cerâmistas é trombar com a história do Brasil, Cunha está no trajeto da Estrada Real, do ouro que vinha de MG para ser embarcado no porto de Paraty com destino a metrópole. Outro acontecimento histórico que tem Cunha como cenário é a reação da oligárquia paulista à Getúlio Vargas, combates da chamada "Revolução de 1932" aconteceram na região.
Uma viagem à Cunha, pode proporcionar arte, história e aventura, nada como arriscar-se na precária estrada de terra que liga Cunha - Paraty, no coração da Serra do Mar e da Serra da Bocaína. Tudo isso a apenas 250 km de São Paulo.
sábado, 7 de julho de 2012
Estórias Abensonhadas
Em uma semana agitada em SP com muitos ruídos e todas as estridências das paixões, do objeto do desejo conquistado, consegui sair desse clima de ufanismo e penetrar no delicioso mundo do Mia Couto, escritor nascido em Moçambique, com sua escrita sútil desvenda misterios da existência humana.
Revelo que procuro acompanhar a literatura de língua portuguesa contemporânea escrita fora do Brasil, autores que proporcionam prazeres singulares como: Inês Pedrosa, Helder Macedo, Valter Hugo Mãe e António Lobo Antunes.
Conheci a obra do Mia Couto através do romance "Um Rio chamado Tempo, Uma casa chamada terra" e fiquei extasiado. O livro de contos " Estórias Abensonhadas" chegou através de um presente, fico imaginando como é preciso ser sábio para indicar um livro, para fazer essa conexão das sensibilidades do autor e do leitor.
Os curtos contos de "Estórias abensonhadas" são abençoados e sonhados, abençoados não no sentido religioso, mas no significado de afortunado, fecundo, próspero. Mocambique parece tão distante, perdidos em seus conflitos políticos, sua guerra insana, na afastada África. E cada página que leio sinto tão próxima, tão sintonizada com nossa realidade.
Uma imagem reincidente de alguns contos fica martelando minha cabeça, o personagem enterrando-se. Seja a menina Novidadinha que foi colhida como uma flor pela terra, em " As flores de novidade "; como Hortência, que para homenagear o falecido marido, deita-se na vala para que o companheiro morto venha abraçá-la, em "O calcanhar de Virgílio".
Deslumbrante é " O Cachimbo de Felizbento", onde com a chegada da guerra, Felizbento teria que sair de sua terra, sem poder levar suas árvores. Primeiro pensa em remover as árvores, levá-las consigo, mas desiste e prefere se enterrar naquela terra, gerando uma nova árvore, que na hora dos belos poentes africanos esfumaça, igual a uma chaminé.
Certo dia caminhando esfomeado, procurando um lugar para comer em uma viagem, fiquei intrigado com o nome do restaurante: Inhaca. Entrei nele pensando como um restaurante podia ter um nome que remetia a fedor, catinga, má sorte conforme revela o Houaiss. Descobri que Inhaca é uma ilha, paradisíaca, na entrada da baia de Maputo, em Moçambique. Nada como Mia Couto, Lobo Antunes, Cesária Évora para revelar a África colonizada por Portugal, tão perto e tão longe do Brasil.
Língua com Padrão Sinuoso é um tela de 1998 e pertence a série "Ruínas de Charque"
Assinar:
Postagens (Atom)









